Imigração Italiana no Rio Grande do Sul
Em função de uma crise agrícola e do processo industrial iniciado após a unificação da Itália, ocorre um verdadeiro êxodo do país. Grande parte da população ficou sem trabalho e se viu obrigada a procurar outras oportunidades.
Entre 1861 e 1940, cerca de 20 milhões de italianos deixaram a terra natal, e o Brasil foi um grande receptor. O número é impressionante, considerando a população da Itália em 1901, que era de 30 milhões de habitantes.
Os fazendeiros do centro do País contrataram as famílias que foram para lá, com a ajuda do governo. Na região Sul, a política foi diferente. Os imigrantes recebiam terreno e auxílio para manutenção. Foram direcionados para regiões pós-imigração alemã, eles chegaram 50 anos depois dos alemães que pegaram as terras melhores. Para os italianos sobrou a Serra, que era mais difícil. Tiveram que criar condições para desenvolver e conseguiram com muito trabalho e com a ajuda do estado brasileiro.
Apesar de o processo ter iniciado anos antes, em 25 de maio de 1875 as famílias de Stefano Crippa, Luigi Sperafico e TomazzoRadaell subiram a serra, abrindo caminho a facão, para fundar Nova Milano, referência à origem dos povoadores, Milão, ao norte da Itália assim Nova Milano, atual distrito de Farroupilha, foi o berço das primeiras levas de imigrantes italianos no Rio Grande do Sul. Grande parte dos imigrantes naquele período veio do Norte da Itália, eram agricultores que nunca tinham viajado, o grupo era produtor de vinho e incrementou o cultivo da uva no Estado, assim como a produção de milho e trigo.
Adaptando os costumes e valores trazidos da Itália, os imigrantes que chegaram ao Brasil criaram cultura própria, que os diferencia dos demais habitantes do país. Na serra gaúcha, onde fixou-se boa parte dos imigrantes, ainda se fala em um idioma local, o Talian, derivado da língua vêneta. Reconhecido como patrimônio cultural, o dialeto segue até hoje na boca das pessoas que vivem na região.
